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Eu sou o que sou: um mergulho na espiritualidade

Atualizado: 13 de out. de 2025

Sobre viver o invisível, abraçar o mistério e sentir-se inteiro.


"A espiritualidade não é sobre religião. É sobre despertar." — Eckhart Tolle


Grupo de pessoas sorrindo em aula de yoga
Sentir o invisível, habitar o silêncio e encontrar força na presença. A espiritualidade como caminho de ser.

Quando pensamos em espiritualidade, muitas vezes a mente nos leva ao que não pode ser visto, mas que ressoa em cada fibra do nosso ser. É uma presença silenciosa, porém tão viva que pulsa em nosso peito. É o invisível que nos guia, mesmo quando a rota parece incerta.


Para mim, a espiritualidade autêntica transcende dogmas e regras fixas. Ela se manifesta na presença plena, no estar inteira no momento presente, permitindo que a vida flua naturalmente. É aquela busca intrínseca por compreender quem somos, qual o nosso propósito, o que existe além do tangível e o que nos aguarda.


Minha Jornada Espiritual: Um Caminho de Descobertas e Conexões


Desde a infância, a espiritualidade tem sido uma companheira constante. Vinda de uma família católica, participei de procissões, festas de santos e vivenciei a vibrante folia de reis, eventos marcantes e que nem sempre eram compreendidos por uma criança. Estive em retiros, grupos de oração e momentos de profundo silêncio. Minha vida foi enriquecida pelo convívio com pessoas de diversas crenças, budistas, umbandistas, espíritas, evangélicos e sempre fui profundamente fascinada pelo mistério divino, pelas narrativas dos santos, pelos milagres e pelos sinais sutis da vida.


Com o tempo, percebi que cada caminho espiritual, cada crença, cada encontro e cada prática revelavam uma sabedoria única que, no fim, falava sobre o mesmo: o divino, Deus, o Criador e o modo como devemos nos posicionar diante de tudo. Lentamente, a compreensão de que não existe uma verdade absoluta se consolidou. A espiritualidade é viva, vasta, repleta de nuances, ela se move, respira e se expande em sintonia com a nossa alma.


Hoje, sei que a espiritualidade é o alicerce mais importante da minha vida. É algo sem forma, mas que me molda. Através dela, enxergo o mundo, encontro propósito e escolho como cuidar de mim, do outro e de tudo que me cerca.


Mais do que isso: o conhecimento espiritual que adquiro nesse caminho me capacita a ser uma versão melhor de mim mesma. Ele me infunde capacidade, força interior, esperança e fé inabalável. É a coragem para simplesmente SER.


"Eu Sou o Que Sou": A Voz do Sagrado em Nós


A expressão “Eu Sou o Que Sou” tem uma origem profundamente espiritual e antiga. Ela aparece na tradição judaico-cristã, no momento em que Moisés pergunta a Deus qual é o Seu nome, e recebe como resposta: “Eu Sou o Que Sou” (Êxodo 3:14). Não é um título, mas uma revelação da própria natureza divina: existência absoluta, presença eterna, consciência pura.

Essa afirmação representa o Ser que não depende de forma, tempo, papel ou identidade humana. É o nome do Sagrado que existe antes de qualquer definição. Ao pronunciá-la, não se trata de ego, mas de reconexão com a centelha divina que habita tudo o que é.


“Eu Sou o Que Sou” recorda que a vida se manifesta no agora, não no passado que passou nem no futuro que ainda não existe. É a afirmação do ser pleno, íntegro, completo no instante presente.

Quando digo “Eu Sou o Que Sou”, não estou descrevendo um papel. Estou reconhecendo minha essência. Aceito minhas luzes e minhas sombras, minhas vulnerabilidades e minha força sem precisar justificar quem sou.


Essa consciência também revela algo maior: se eu sou, e você é, então somos expressões individuais de uma mesma Fonte. Cada um único em forma, mas unido na origem.


“Eu Sou o Que Sou” é, portanto, mais que uma frase, é um ato de presença, autonomia espiritual e reverência à própria existência. É reconhecer-se não como espectadora da vida, mas como co-criadora dela.


Um Convite Silencioso para a Liberdade de Ser


A espiritualidade nem sempre chega por rituais ou doutrinas. Muitas vezes, ela se revela em uma palavra, uma música, um encontro, uma lembrança ou um silêncio que toca por dentro.


Tanto tradições espirituais antigas quanto estudos modernos sobre sincronicidade, como os do psiquiatra Carl Jung, apontam para o mesmo princípio: o universo cria conexões significativas para nos despertar, orientar ou lembrar algo que precisamos saber. Não é coincidência. É comunicação. É alinhamento.

Nada acontece por acaso. Há sinais, movimentos sutis e mensagens que aparecem quando precisamos perceber, transformar ou recordar quem somos.


Para mim, a espiritualidade é um convite , íntimo e silencioso, para olhar para dentro, confiar na intuição e viver com mais verdade, leveza e presença.

Aceite esse convite no seu tempo, sem pressão ou regras, apenas com abertura.

Porque espiritualidade, no fim, é a liberdade de ser quem se é. E quando nos permitimos isso, tudo ganha sentido.

“A verdadeira espiritualidade não é sobre se tornar algo diferente, mas sobre lembrar quem você sempre foi.”— Eckhart Tolle

💬 Para refletir:“Você não é aquilo que o mundo diz que você é. Você é aquilo que acredita ser. E, na sua essência, você já é tudo.”


Eu sou o que sou.

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